Existe um mito corporativo que precisa ser revisto:
Mais talento não significa mais resultado.
Equipes de alta performance não são formadas apenas por profissionais excepcionais, mas por pessoas capazes de colaborar, confiar umas nas outras e trabalhar por um objetivo comum.
Segundo levantamento da Gartner, organizações que conseguem traduzir cultura e propósito em comportamentos consistentes alcançam índices de desempenho até 34% superiores em comparação às demais.
Isso explica por que profissionais brilhantes podem fracassar quando inseridos em ambientes desalinhados.
O problema nem sempre está no talento.
Muitas vezes está no ego.
Na competição interna.
Na ausência de liderança.
Ou simplesmente na falta de compatibilidade entre valores individuais e cultura organizacional.
No futebol, chamamos isso de entrosamento.
Nas empresas, chamamos de fit cultural.
Mas, no final, estamos falando da mesma coisa:
A capacidade de transformar talentos individuais em inteligência coletiva.
Contratar a pessoa mais qualificada pode ser uma ótima decisão.
Contratar a pessoa certa para aquele time, considerando o contexto da área e da empresa, é uma decisão ainda melhor.

O diferencial competitivo não está apenas em contratar talentos. Está em fazer esses talentos jogarem pelo mesmo objetivo.